Rafa Monte Rosa lança “Entre Ventos”, seu primeiro álbum audiovisual solo

O cantor e compositor Rafa Monte Rosa apresenta ao público “Entre Ventos”, seu primeiro álbum audiovisual autoral da carreira solo. Gravado ao vivo no Mirante do Jardim Botânico de Brasília, o projeto reúne oito músicas compostas pelo artista e chega completo às plataformas digitais e ao YouTube, marcando um dos momentos mais importantes de sua trajetória musical.

Com mais de duas décadas de carreira e conhecido por ter liderado a banda Surf Sessions durante 15 anos, Rafa mergulha agora em uma fase de maior liberdade criativa, explorando novas sonoridades e colocando suas próprias histórias, vivências e referências no centro de sua obra.

“Entre Ventos” é resultado desse processo de transformação. O álbum conecta a força do Cerrado, a diversidade da música brasileira e reflexões sobre pertencimento, identidade e recomeços. Musicalmente, o trabalho estabelece um diálogo entre o reggae, gênero que acompanha a trajetória do cantor, e ritmos brasileiros como forró, baião e frevo.

Mais do que um lançamento musical, o projeto representa a consolidação da identidade artística de Rafa Monte Rosa em sua carreira solo, iniciada oficialmente em 2024.

A escolha do Mirante do Jardim Botânico de Brasília como cenário para a gravação não aconteceu por acaso. Rafa mantém uma relação afetiva com o local, que costuma frequentar com a filha, e encontrou na paisagem do Cerrado o ambiente ideal para traduzir a essência do novo trabalho.

O horizonte aberto, a vegetação nativa, a estrutura circular de madeira e a presença constante do vento contribuíram para a construção da identidade visual e conceitual do álbum.

Concebido desde o início como uma experiência audiovisual, “Entre Ventos” foi gravado ao vivo, valorizando a interação entre os músicos, as mudanças da luz natural e a espontaneidade da apresentação.

A proposta foi preservar a autenticidade de cada momento, permitindo que a música dialogasse diretamente com o ambiente. Antes da gravação, Rafa reuniu os músicos para um café da manhã e fez um pedido simples à equipe: que todos se divertissem durante a apresentação.

O álbum é dividido em três atos conceituais, inspirados em elementos da natureza e nas diferentes etapas da trajetória pessoal e artística do cantor: Água, Raízes e Fogo.

O primeiro ato, Água, representa origem, movimento e renovação. Nele estão as músicas “Lá do Alto” e “Oração”, que traduzem sentimentos de liberdade, espiritualidade e conexão com a vida.

Em Raízes, Rafa aprofunda reflexões sobre identidade, pertencimento e relações humanas. O segundo ato reúne “Silêncio”, “Rainha Nordestina” e “Imperfeição”, composições que evidenciam a influência da música popular brasileira em sua construção artística.

O terceiro e último ato, Fogo, simboliza transformação, energia e celebração. Formado pelas faixas “Se Joga”, “Fogo” e “Explosão de Alegria”, encerra o percurso musical com uma atmosfera de movimento e intensidade.

Com direção musical de Xico Vasconcelos e Nando Vieira, o álbum reúne instrumentos como sanfona, violão, teclados, baixo, bateria e percussões, criando uma sonoridade que transita entre diferentes tradições e ritmos brasileiros.

Natural de Brasília, onde nasceu e vive até hoje, Rafa Monte Rosa acumula aproximadamente 22 anos de trajetória profissional na música. Durante mais de 15 anos, esteve à frente da Surf Sessions, banda com a qual percorreu mais de 20 cidades brasileiras e alcançou mais de 11 milhões de visualizações no YouTube, segundo números de sua trajetória.

Em 2024, decidiu iniciar oficialmente sua carreira solo, lançando as músicas “Boa Sorte”, “Química do Toque” e “Paleta de Verão”. No ano seguinte, apresentou “Cantinho Guardado”, um xote em parceria com Conrado Pera, ampliando sua aproximação com diferentes vertentes da música brasileira.

Com “Entre Ventos”, o artista dá um passo importante nessa caminhada, assumindo o protagonismo de suas composições e consolidando uma proposta musical que valoriza a poesia, a experimentação e a diversidade cultural do país.

O lançamento também reafirma sua conexão com Brasília e com o Cerrado, elementos que ultrapassam a estética do projeto e se tornam parte essencial de sua narrativa artística.

Ao reunir natureza, memória, ritmos brasileiros e experiências pessoais, Rafa Monte Rosa apresenta um trabalho que simboliza não apenas um novo momento profissional, mas também a liberdade de se reinventar depois de mais de 20 anos dedicados à música.

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