Quando a música conquistou os e-Sports?

Imagem de RODNAE Productions em Pexels

Atualmente, é difícil pensar nos eSports sem a presença da música. Aliás, muitas das canções são popularizadas por tocarem nos jogos. “Esse som conheço do GTA” ou “isso já ouvi na League of Legends” são frases comuns de serem ouvidas por aí.

Não é para menos! A adrenalina dos games tem tudo a ver com a música, então, a sonoplastia é essencial. Essa combinação já é antiga e começou lá atrás, na década de 1970. Entenda como a música se uniu aos jogos!

Do Pong ao GTA
O Pong foi um dos primeiros jogos com som de que se tem notícia. Ele surgiu cerca de um mês depois da Olimpíada Intergaláctica em SpaceWar, ocorrida em 1972. Esse jogo foi desenvolvido pela Atari e tem como proposta uma dinâmica semelhante ao do ping-pong e logo se tornou um clássico.

Anos mais tarde, outros games passaram a ter sons e vinhetas, como os da Sony. Mas um dos maiores destaques surgiu com o primeiro Gran Turismo. Lançado em 1997, o jogo tinha na trilha sonora artistas como David Bowie, Garbage e Placebo. As músicas podiam ser escolhidas pelo próprio jogador, e proporcionavam um clima ainda mais intenso para as corridas de carro.

Depois do sucesso, em 1999, o segundo Gran Turismo chegou com novas canções, incluindo bandas populares da época, como Hole, Stone Temple Pilots e Moby.

Pouco tempo depois foi a vez do GTA San Andreas permitir que os jogadores ouvissem a rádio enquanto dirigiam no jogo, ou seja, imitando a realidade. Aliás, várias canções foram imortalizadas nesse game, como Runnin’ Down a Dream do Tom Petty & The Heartbreakers, Young Trucks do Rod Stewart e A horse with no name do America.

Torneios musicais
A partir dos anos 2000, a música já estava tão presente nos games que era impossível dissociar os dois. Então, começou uma nova era: a dos torneios com jogos com som!

O primeiro foi o CBLOL em 2014. A disputa contou com apresentação ao vivo de canto lírico que surpreendeu a todos. No ano seguinte, a Riot convidou a banda Pentakill e até os próprios jogadores para apresentarem a canção do campeão Draven no Allianz Parque, em São Paulo.

Porém, a novidade não pegou apenas no Brasil. Em 2017, por exemplo, o The International (TI) – maior campeonato de DOTA – também contou com música. O evento teve a participação do músico The Fat Rat.

Enquanto isso, o LOL continuava a engajar e a gerar expectativa entre o público. Os participantes brasileiros puderam ver shows de Far From Alaska, Emicida e Pedro Qualy, por exemplo.

Imagem de RODNAE Productions em Pexels

Conquista do trap
Embora o rock tenha sido um dos primeiros gêneros musicais a se envolver com os jogos, um novo estilo chegou para conquistar o cenário: o trap, um subgênero do rap.

Nascido no começo dos anos 2000, o trap é atualmente um dos estilos mais ouvidos no e-Sport e, por isso, é como se tivessem surgido juntos. Boa parte dos campeonatos mais recentes conta com a trilha sonora desse tipo de rap.

Em 2018, por exemplo, o Emicida apareceu na abertura do CBLOL cantando “É só um joguinho”, junto com todo o público presente. No ano seguinte, o evento Astronomical ocorrido nos Estados Unidos contou com Travis Scott. O show foi exibido para mais de 27 milhões de pessoas em todo mundo e foi considerado uma das experiências mais interessantes até então.

Em 2019 também, Mano Brown e MC Jottapê se uniram na Liga Brasileira de Free Fire. A final do game atingiu mais de 1,2 milhões de espectadores – um grande sucesso!

Além dos jogos
Já deu para perceber como os jogadores passaram a gostar da inclusão da música nos games. Mas e do outro lado? De onde vem o interesse dos artistas de se associarem aos e-Sports?

A Betway, site de eSports bets, investigou esse aspecto por meio de uma entrevista ao artista Yung Buda. “Da minha adolescência até a minha vida adulta sempre joguei FPS, como Counter Strike. Tem outros jogos que não estão no cenário competitivo, mas que marcaram bastante minha trajetória: The Duel, Eurogunz, Perfect World, Combat Arms, e agora eu tenho jogado League of Legends”, afirma.

Para Buda, era normal que ele se envolvesse com o universo do e-Sports, mesmo sendo da música. Como também afirmou, ele sempre se identificou com a cultura pop e oriental. Além disso, a estética dos games chamam bastante a atenção dele. Em outras palavras: enquanto os jogos têm o apelo visual que conquista pessoas de todo o mundo, a música serve para complementar a experiência sensorial!

Para desenvolver a canção do Rainbow Six Siege, o artista fez questão de conhecer e jogar o game. “Peguei uma ideia mais ou menos ali e a gente fez uma sessão de estúdio com o Rincon Sapiência e o Samuel Ferrari, que já fez produções para músicas promocionais do cenário competitivo com o Emicida e o Brown”, afirma.

Este ano, o artista Duzz retornou para o cenário dos e-Sports, fazendo vários lives na Twitch com o novo FPS da Riot Games. Em seguida, a MIBR lançou um clipe com ele, o “Contra Todos”. O mais interessante do vídeo foi a participação das equipes de CS:GO masculina e feminina.

Para a comunidade gamer – em especial para as mulheres – esse é um grande avanço. Até porque, há cada vez mais jogadoras, sendo que nem sempre elas têm tanta visibilidade.

A expectativa é que o trap continue fazendo parte do cenário das apostas e-Sports, tanto dos jogos em si quanto dos torneios. Afinal, já ficou provado que o estilo musical tem tudo a ver com as competições. Recentemente, a LOUD anunciou GUXTA como músico da tropa. Agora é aguardar para ver (ou melhor, ouvir) o que vem pela frente!

 

#ToNaMidia #ClaudeLopes #e-Sports #GTA

 

 

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