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Kanduras se destaca por som eclético e de caraterísticas próprias

A Kanduras lançou recentemente o lyric vídeo da canção ‘Pedi a Conta’, primeiro single do álbum Dístico, que será lançado em breve.

Formada por Raphael Thebas (voz e guitarra), Wellington “Junior Breed” (Bateria), Daniel Carvalho (Sax Tenor), Marcelo Gasperin “Marceleza” (contrabaixo), Vitor Placucci (guitarra e back in vocal) e Rafael Cardoso (trompete), a banda paulistana é conhecida por mesclar ritmos brasileiros, reggae e o ska, criando um estilo próprio e cheio de atitude.

Em entrevista ao Tô Na Mídia, os integrantes da banda nos contaram como foi o processo de criação de seu novo álbum, curiosidades sobre o grupo, suas influências e projetos futuros. Confira.

Portal Tô Na Mídia  – De onde veio o nome da banda “Kanduras”? É uma característica gostar de nomes exóticos?

Kanduras – Kanduras é um nome que surgiu depois de algumas cervejas num bar na rua Teodoro Sampaio, em São Paulo. Por que Kanduras? Não sabemos. Todo mundo gostou e adotamos. Acho que não é característica nossa gostar de nomes exóticos, apenas existem coisas que não se explicam hahaha.

 

 PTNM – Vocês terão uma série de lançamentos nos próximos meses, o que o público deve esperar?

Kanduras – Muita coisa! Todos esses lançamentos fazem parte do nosso primeiro disco.

Para galera entender, o disco teve a produção do André Bedurê, um gigante da música, e a gente gravou lá no Parede-Meia, num ambiente bem confortável, com sol, cerveja e o Pingo, cachorro que mora no estúdio

No entanto, o trabalho começou bem antes dessa parte de gravação. Foram muitos meses de produção, ensaios até tudo ficar 100% para os dias da gravação. Demorou, mas foi uma delícia.

Sobre o disco, importante dizer que todos nós passamos por mudanças significativas em nossas vidas de 2018 para 2019. O disco fala um pouco dessas alterações, desse momento de tantas divisões. O disco apresenta o tempo todo algum tipo de dualidade, algum movimento que faz parte do cotidiano, alguma mudança. De postura, de fases, de amores. É sempre sobre dois.

 

PTNM –Como vocês classificam o som da banda?

 

Kanduras –  Acho que essa é uma tarefa difícil, deixamos pra vocês jornalistas, especialistas, classificarem.

O que podemos afirmar, sem fechar portas e sem rótulos, é que a gente gosta de misturar música brasileira, ritmos tipicamente brasileiros, com o rock, ska, reggae… As pessoas que conhecem os dois trabalhos anteriores classificam nosso som como “indie”. Hoje em dia tudo está nessa prateleira, rs. É possível que essa percepção sofra alterações com esse álbum que tá chegando. Mantivemos essa característica ligada ao ska, com instrumentos de sopro. No entanto, há também uma presença marcante de elementos da música pop, o disco tem bastante violão de aço, teclado, percussão, tem bastante ambiência. Para citar alguns artistas que a gente escutou muito nesse último ano: The Police, Paralamas do Sucesso, Gilberto Gil, Roberto Carlos, The Beatles, Radiohead, Erasmo Carlos, Skank e Chico.

 

 PTNM – “Pedi a conta” é o primeiro single do novo álbum. Essa música traduz o trabalho no todo, ou é apenas gostinho? Terá videoclipe?

 

Kanduras –  A música não traduz o trabalho todo porque são muitos elementos ao longo das 10 faixas. Pedi a Conta é apenas um aperitivo e é uma reflexão de alguém sobre o modo como devemos levar a vida nesse mundo frenético. É sobre esse atual momento em que somos tragados por um sistema que nos desumaniza, para que sejamos cada vez mais produtivos. Sem tempo para nos darmos conta do que sentimos, acabamos por normatizar nossa apatia.

 

PTNM – Vocês são uma banda relativamente nova no mercado, quais são os maiores desafios dessa indústria?

 

Kanduras –  São tantos desafios que a gente prefere seguir trabalhando sem pensar em consequências, o que tiver que ser, será.

É difícil fazer uma avaliação sobre esse mercado. Antes as mudanças se davam vagarosamente, de modo gradual, no decorrer de muitos anos, às vezes décadas. Hoje, com os streamings, plataformas digitais, as mudanças acontecem a cada semana. Lançar música hoje já é bem diferente de lançar em 2018, é tudo difícil de medir, muito louco.

A gente observa que muitos artistas não têm lançado discos inteiros, com 10 faixas. A tendência de mercado é single, EPs com 2, 3 músicas. A vida anda cada vez mais rápida, pessoal anda meio apressado, estafado, a ansiedade é um mal do século XXI. Então, nesse sentido, chegamos em meio à essa dicotomia frenética e oferecemos respiro com um disco de 10 músicas recheado de peculiaridades, cheio de dualidades, de serenidades e divisões.

 PTNM – O que podemos esperar ainda em 2019 da banda?
Kanduras –  Bom, dia 27 desse mês de setembro, lançamos o primeiro single, “Pedi a Conta”. Em outubro, lançaremos um segundo single. E por fim, bem no começo de novembro, a primeira parte do disco será disponibilizada em todas as plataformas digitais. É importante dizer que o trabalho será divido em duas partes, mais ou menos como num quebra cabeça, tudo fará sentido no final.

 

PTNM – Alguma consideração?
Kanduras – Kanduras é composta por seis pessoas.
Eu, Raphael Thebas, na guitarra e voz.
Vitor Placucci na outra guitarra
Júnior Breed na bateria
Marcelo Gasperin no baixo
Daniel Carvalho no saxofone
Rafael Cardoso no trompete.

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