Grand Paradiso faz sua estreia fonográfica com o álbum “Aurora”

O cantor, compositor, produtor e artista visual Grand Paradiso é multitarefas em seu álbum de estreia, “Aurora”. Ou seja, ele mesmo é quem realizou praticamente todos os processos: composição, gravação, arranjos, produção, mixagem etc. Segundo ele, o álbum foi um processo de maturação, pensado a longo prazo.

“A ideia do álbum (na época EP) surgiu no final de 2016, enquanto ainda estava estudando no conservatório de música, continuei a produção dele em 2017, mas no final deste ano o HD externo em que salvava os arquivos parou de funcionar, então engavetei o projeto e voltei a produzir só no final de 2018.”, explica.

Nessa busca artística e pessoal, Grand diz que em “Aurora” ele é completamente autêntico, vivo, intenso e sincero com tudo que sente e deseja expor ao mundo. Assim, ele comenta que “é um disco sobre um garoto de interior descobrindo a vida real da ‘cidade grande’, sobre a transição para a vida adulta.”.

Produzido em seu próprio quarto, o álbum é provocativo e tem como um dos vários intuitos instigar o pensamento e as mais possíveis reflexões “O disco carrega referências de muita coisa, mas acho que a nostalgia é um dos pontos centrais desse projeto, talvez mais visualmente [clipes e artes] do que no próprio som, mas de qualquer forma, quis encapsular a sensação de um mundo antes do boom da internet e dos smartphones…”

Na sonoridade e nos arranjos, Grand também se diz fiel ao que escuta e ama fazer. “Sou um devoto do pop, então por mais que aqui no brasil esse gênero seja percebido de uma forma diferente do resto do mundo, ainda bato o pé e digo que faço música pop, por mais que ela muitas vezes tenha uma ‘roupagem’ alternativa.”, explica.

Antes da chegada do álbum completo, Grand Paradiso apresentou três singles e dois clipes do projeto, e anunciou que outras produções audiovisuais estão por vir, assim como o seu segundo disco, que já está sendo produzido.

FAIXA A FAIXA nas palavras de Grand Paradiso
1 – “Aurora”: quis criar uma introdução curta, que traduzisse bem a jornada do álbum e principalmente a sua capa, misturando beats eletrônicos a instrumentos comuns do baroque pop. É a única faixa instrumental do disco.

2 – “Céu”: A versão do disco é uma versão retrabalhada de uma canção de 2017, quando assumi o codinome Grand Paradiso… Nessa nova versão mexi em muita coisa, regravei os vocais, mudei os instrumentos… Só não mexi na estrutura da faixa. É uma das mais aquáticas do disco.

3 – “Livre”: Também uma faixa produzida no decorrer de 2017 e finalizada em 2020, é um hino sobre a liberdade individual, bastante inspirada no hip-hop.

4 – “Sonhar/Acordar”: É uma das faixas mais divertidas e dançantes do álbum, nela conto sobre um romance que nunca veio a acontecer, tem um videoclipe inspirado no voguing da cultura ballroom.

5 – “Cambaleando”: É uma balada densa, sobre o amor cotidiano. Aqui o disco começa de vez a tomar o tom urbano e mais obscuro, a letra fala sobre fazer alguém de morada, mas no último refrão é como se tudo estivesse desmoronando. Talvez seja uma das minhas favoritas.

6 – “Caos”: Foi o primeiro single do disco, escolhi ela pois acho que traduz bem a produção maximalista que escolhi pra esse projeto. O videoclipe que fiz pra ela foi uma das coisas mais trabalhosas que já fiz na vida, mas amo o resultado, diz muito sobre quem sou como artista.

7 – “My Heart is an Empty Land”: É uma faixa propositalmente sem bateria, queria uma assim no disco, justamente por ele ser tão cheio de elementos. É a única em inglês também, foi assim que comecei a compor… É uma das mais obscuras, sonora e liricamente.

8 – “Metrópolis”: Durante muito tempo eu tive uma obsessão com o sonho americano, talvez por ter crescido ao redor da TV… Então é meio que uma reflexão sobre isso, de como esses ideais estão distantes, principalmente de nós brasileiros. A produção dessa é uma das minhas favoritas, é bem industrial e cinematográfica.

9 – “Do Tamanho de Deus”: Essa fecha o álbum e diz tudo o que eu queria sobre as desilusões da vida adulta, bastante influenciada pelo gospel estadunidense… Foi uma das mais difíceis de terminar, junto com “Metrópolis”.

10 – “Sonhar/Acordar (Deep in Vogue Mix)”: é apenas a versão single de “Sonhar/Acordar”, com algumas alterações na mixagem.

11 – “Caos (Paradiso Mix)”: uma versão mais acústica da versão original. Como já vinha produzindo esse disco há um bom tempo, já estava meio que cansado de ouvir as versões originais, então resolvi reimaginá-las em novos arranjos que nomeei de “Paradiso Mix”.

12 – “Sonhar/Acordar (Paradiso Mix)”: uma versão mais atmosférica da original, com influências da música eletrônica dos anos 90. Ela começa sem batida e termina com um beat de house.

13 – “Cambaleando (Paradiso Mix)”: uma versão smooth jazz da original. Por mais que minhas influências não fiquem tão claras nas minhas produções, jazz é o gênero que mais ouço no dia a dia.

14 – “Livre (Paradiso Mix)”: uma versão lo-fi da original, bem atmosférica também, inspirada no rock dos anos 90, com os sons da cidade…

SOBRE GRAND PARADISO
Autodefinido como pessoa queer e um “colagista de sons e fiel a música pop”, Grand Paradiso é o projeto de Gustavo Vargas, músico catarinense que escreve desde os 17 anos, mas que se aventurou de vez no universo artístico em 2015, quando entrou para o Conservatório de Música de Itajaí Carlinhos Niehues.

Sua estreia fonográfica aconteceu com “Aurora”, álbum que apresenta um artista melancólico e autobiográfico, que traz versos sobre acontecimentos pertinentes a todos, como amor, tristeza, euforia e a maior de todas: a existência.

Suas influências são baseadas em artistas como Kanye West, Robyn, Michael Jackson, Nina Simone, Sade e Carpenters.

 

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