Brunno Manfra lança álbum “Passeio com Monstros”

Gravado em casa em Florianópolis entre 2019 e 2021.  Foi produzido por Brunno Manfra em parceria com o músico Lucas Pasquini, que além de ter gravado grande parte dos instrumentos, mixou, masterizou e criou a arte gráfica do projeto.

Durante o período inicial da pandemia, devido ao isolamento social, não havia como realizar gravações por outros músicos em estúdio. Como forma de superar a dificuldade, foram convidados músicos que tivessem seus próprios equipamentos de gravação. Elas/eles foram contactados através de sites específicos e então o disco contou com a participação extra de músicos da Inglaterra (especialíssima participação de Tehilla Henry), Indonésia, Filipinas e Escócia. Entretanto, a grande maioria dos instrumentos foram performados mesmo por Manfra e Lucas Pasquini.

Todas as composições são de autoria de Brunno Manfra, exceto a faixa 9 “Summer”, que é uma versão de uma banda underground japonesa Maher Shalal Hash Baz, do icônico vocalista Tori Kudo, inspiração para o compositor.

O álbum segue uma linha estética LO-FI (baixa fidelidade), marcada por erros e desafinações, inspirada em grande parte no trabalho de Tori Kudo, bem como nas obras da artista plástica polonesa Aleksandra Waliszewska e no trabalho de Devendra Banhardt.

O álbum conceitualmente trabalha com o tema do autoritarismo do tempo presente, além do isolamento social decorrente do processo pandêmico. Assim sentimentos como a censura, o medo, a melancolia, a culpa e o isolamento social dão as caras pelas canções. A linguagem, contudo, é metafórica e se utiliza na maior parte do trabalho de gramáticas do sonho/inconsciente.

Curiosidades:
O poeta chileno e inventor da Biodanza Rolando Toro e o líder do MTST Guilherme Boulos são mencionados na canção “Bárbaros”. Portadores de ideais da utopia permanecem, entretanto, junto com outros bárbaros distante demais do eu-lírico isolado socialmente.
A última canção, “Passeio com Monstros”, remete de forma menos metafórica/lírica do avanço autoritário e censura no Brasil, fazendo praticamente uma menção ao episódio da prisão ilegal do reitor da Universidade Federal em Florianópolis que resultou em seu suicídio em 2017.
“Papagaio” é ironicamente a única canção sem vocal.
“As baleias” trata muito diretamente de Floripa (temas comuns ilhéus como caminhar “ilha adentro”, “vento sul”, observar baleias francas, …), na espera por uma musa que se veste de colorido em um cenário branco e preto contemporâneo.

Brunno Manfra:
Brunno Manfra é poeta e tem 3 livros publicados, dois de poesia (“O rio que naquele espelho vi”, independente, de 2016; e “Agenda Vazia: o livro do Diabo”, Editora Caseira, de 2020) e um livro infanto-juvenil publicado em 2019 pela Editora Invisível, intitulado “Cléber saiu da linha”.

Seu primeiro álbum, “Sobre o voo dos elefantes”, foi lançado em 2015. Recebeu menção honrosa do site Embrulhador que listava os melhores lançamentos nacionais daquele ano. Duas faixas (“Sobre a Chuva” e “Desatina”) receberam videoclipes (disponíveis no Youtube), com milhares de visualizações. O álbum foi performado ao vivo na íntegra em cidades como Floripa (incluindo a apresentação no histórico Teatro Alvares de Carvalho – TAC, no Teatro da UBRO, no Célula Showcase, etc.); em São Paulo (Puxadinho da Praça), Curitiba (SOFAR Sounds, Bardo Tatára), Blumenau e outras cidades.

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